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Enviado com sucesso. O seu ebook vai a caminho

Catarina Pinheiro
Escrito por:

Catarina Pinheiro Médica Interna de Formação Geral

Para que servem as células estaminais?

Hoje abordamos um tema muito procurado por vocês, futuras mamãs (e papás): as células estaminais. Afinal, o que é isto? Terá realmente alguma utilidade? Vamos tentar esclarecer estas e outras dúvidas que possam ter!

Hoje abordamos um tema muito procurado por vocês, futuras mamãs (e papás): as células estaminais. Afinal, o que é isto? Terá realmente alguma utilidade? Vamos tentar esclarecer estas e outras dúvidas que possam ter!

Células estaminais são células pluripotentes, ou seja, o seu nome não tem nenhum significado megalómano, significa exatamente aquilo que está escrito, a questão é que poucas são as pessoas que sabem exatamente o que é uma célula estaminal ou pluripotente. Mas nós gostamos de vos explicar o porquê das coisas e neste caso, isso é extremamente importante para que possam tomar uma decisão consciente e não apenas por influência de outros.

Células estaminais o que é? De onde vêm e como se desenvolvem?

Aquando do nosso desenvolvimento embrionário, ou seja, enquanto crescemos na barriga da nossa mãe, começamos por ser um conjunto de 2 células, depois de 4, seguidamente de 8, e assim sucessivamente, até que estas células se começam a agrupar. Por volta do dia 6 de gestação, o futuro embrião está num estado de desenvolvimento chamado blastocisto (ver imagem abaixo).

É a partir do blastocisto que se desenvolvem as células estaminais. O blastocisto é composto por várias partes, uma delas é a massa celular interna que dará origem às células estaminais pluripotentes, que como o nome indica, têm a capacidade de se transformar em muitas outras células com funções diversas. Algumas dessas células são musculares,  outras adiposas (conhecidas como a gordura), outras são células do sistema nervoso e ainda se podem diferenciar em células do nosso sangue – desde os glóbulos vermelhos, aos glóbulos brancos e às plaquetas. Devido a esta diferenciação, e depois da ciência ter conseguido isolar as células estaminais a nível laboratorial, estas passaram a ter outro valor face a doenças que se pensavam, por vezes, incuráveis.

Há, no entanto, mais do que uma fonte de células estaminais no nosso corpo, facto que algumas pessoas desconhecem, achando que apenas as obtemos no cordão umbilical dos recém-nascidos e depois não temos outra fonte para as obter. Para além do cordão umbilical, podemos encontrá-las também nos adultos, estando presentes no tecido adiposo, no sangue, na medula óssea e ainda em alguns órgãos como o fígado e o pâncreas.

O grande interesse nas células estaminais é devido ao facto destas poderem substituir células previamente magoadas ou destruídas e regenerar tecidos danificados.

Criopreservação de células estaminais – o que é ?

Desde há cerca de 15 anos para cá que começámos a ouvir falar na criopreservação de células estaminais. Mas afinal, o que é a criopreservação e para que serve?

A criopreservação consiste em conservar as células estaminais a temperaturas muito baixas (-196ºC) e por longos períodos de tempo. O principal objetivo deste tipo de preservação é que as células não percam a sua viabilidade, ou seja, mantenham as suas propriedades de diferenciação, neste caso por períodos de 25 anos. Após os 25 anos, não existe ainda prova científica de que as células mantenham as suas características.

Vantagens e desvantagens: Transplante de células estaminais.Um transplante é uma transferência de um tecido ou órgão para outra parte do mesmo indivíduo ou para outro indivíduo.

O primeiro transplante de células estaminais foi realizado no fim dos anos 80 a uma criança com um tipo específico de anemia chamada anemia de Fanconi. Foi utilizado o sangue do cordão umbilical da sua irmã, uma vez que esta não sofria da doença e o sangue era compatível com o seu.

Para um melhor entendimento em relação ao que consiste um transplante células estaminais, achamos importante que percebam que existem dois tipos de transplante:

  • Autólogo: é realizado com células da própria pessoa; as células vão da pessoa A para a pessoa A

  • Heterólogo: é realizado com células de um dador compatível; as células vão da pessoa A para a pessoa B

Existem vantagens e desvantagens em ambos os tipos de transplante. No transplante autólogo, existe a vantagem de não se ter de esperar para encontrar um dador compatível e de não haver hipótese de rejeição, não sendo necessário nestes casos fazer imunossupressores, uma vez que não vamos rejeitar as células provenientes do nosso próprio corpo.

Quando fazemos um transplante heterólogo estamos à procura de uma reação que se chama enxerto-versus-malignidade, em que as células transplantadas vão atacar as células do corpo recetor (células malignas). Este efeito não é possível nos transplantes autólogos.

Em que situações podemos usar as células estaminais?

Hoje em dia, são inúmeros os possíveis usos das células estaminais. As principais doenças em que estas células são usadas são as doenças hemato-oncológicas (cancros com origem nas células do sangue), das quais podemos destacar as leucemias, os linfomas, as hemoglobinopatias (doenças na hemoglobina) e algumas imunodeficiências.

O transplante de células estaminais raramente é a primeira linha de tratamento nos doentes com as doenças referidas acima. Primeiramente as pessoas são submetidas a tratamentos de quimioterapia e/ou radioterapia.

Aquando do transplante, o processo que acontece é na verdade muito semelhante a uma transfusão de sangue e não propriamente uma transplantação como acontece num transplante de pulmão, por exemplo.

Células estaminais: Banco público ou privado?

“Se não fizer criopreservação de células estaminais e os meus filhos precisarem de um transplante, terão direito a ele?”

Acreditamos que alguns de vocês, futuros pais, achem que não. Deixem-nos tranquilizar-vos, porque não é verdade.

No caso de não optarem por fazer a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical do vosso bebé, existem os bancos públicos de células estaminais que podem ser usados por qualquer pessoa. No entanto, em Portugal, o banco público de células estaminais tem as suas limitações, nomeadamente nos hospitais que têm acordo com  o mesmo.

Para além disso, acredito que já tenham ouvido falar no transplante ou nos dadores de medula óssea. Em Portugal, qualquer indivíduo saudável, entre os 18 e os 45 anos, com mais de 50kg e de 1,5m de altura, pode inscrever-se para fazer parte do banco de dadores de medula óssea. E em que consiste esta “inscrição” e como é feito o transplante? É bem mais simples do que imaginam! Para sermos dadores de medula óssea basta irmos a uma das entidades competentes , preenchermos um inquérito e retirarmos uma amostra de sangue – caso esteja tudo de acordo com os parâmetros normais, ficamos inscritos numa base de dados nacional.

Como já referimos anteriormente, as células estaminais podem ser encontradas e extraídas de outros tecidos que não o cordão umbilical, daí ser colhida uma mostra do nosso sangue e caso haja compatibilidade somos chamados para proceder ao transplante.

Quando uma pessoa, criança ou não, necessita de um transplante de células estaminais heterólogo (de outra pessoa que não a prórpia), a pesquisa de um dador compatível é feita nesta base de dados.

Um “pormenor” que não se pode ignorar aquando da decisão de criopreservar as células estaminais num banco privado, é o custo. Fazer a criopreservação de células estaminais vai custar-lhes entre os 1000 e os 2500€. Há, no entanto, empresas que cobram este valor pelo processo de extração das células, mas também uma verba anual para manutenção das mesmas.

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