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Carlos Daniel Santos
Escrito por:

Carlos Daniel Santos Mestre em Medicina, Licenciado em Saúde Ambiental e em Radiologia e investigador na área de Saúde da Mulher

MSD Portugal
Com o apoio de:

MSD INVENTING FOR LIFE

Vacinação infantil: as vacinas para o primeiro ano de vida

Conhece o Programa Nacional de Vacinação para crianças, um plano universal de vacinas que devem ser tomadas no seu primeiro ano de vida.

A vacinação infantil é essencial para proteger os bebés e para contribuir para a saúde pública. Estas são as vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação, durante o primeiro ano.

Quais são as vacinas que o bebé deve ter no primeiro ano de vida? Para que serve cada uma e quando devem ser administradas? A vacinação infantil é essencial para a saúde de cada criança, para a família e para toda a comunidade. Estas são as vacinas inscritas no Programa Nacional de Vacinação para o primeiro ano de vida.

Vacina contra a hepatite B

  • Quando tomar: à nascença, nas primeiras 24 horas de vida;
  • Porque tomar: a vacina apresenta uma eficácia de 95% na prevenção da infeção, que se for crónica pode conduzir a cirrose hepática e cancro do fígado;
  • Precauções: no caso de doença grave ou moderada com ou sem febre, ou para recém-nascidos com peso inferior a 2000 gr, a vacinação deve ser adiada;
  • Efeitos secundários: febre e reações locais (dor, vermelhidão e inchaço ligeiro no local da injeção). Em casos raros, fadiga/prostração, dores articulares e/ou musculares, dor de cabeça, náuseas e tonturas.

A hepatite B é uma inflamação do fígado que pode ser aguda ou crónica. Em cerca de 5% dos casos em adultos, torna-se crónica, podendo provocar cirrose hepática e cancro do fígado.

Quando presentes, os sintomas de infeção aguda podem imitar um quadro gripal com febre, dor abdominal, fadiga, diminuição do apetite, náuseas, icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e urina escura.

Nos casos mais graves pode ocorrer insuficiência hepática (falência do funcionamento do fígado), caracterizada por icterícia, acumulação de líquidos e confusão mental.

O VHB (vírus da hepatite B) tem a capacidade de sobreviver fora do organismo por mais de uma semana, mantendo-se ativo neste período.  A vacinação contra a hepatite B é o elemento-chave da prevenção. As vacinas são seguras e apresentam uma eficácia de 95% na prevenção da infeção.

Em Portugal, a vacina está integrada no Programa Nacional de Vacinação desde 1965. É recomendada a administração de 3 doses:

  • 1ª dose logo após o nascimento, ainda na maternidade/hospital, idealmente nas primeiras 24 horas de vida.
  • 2ª dose aos 2 meses de idade;
  • 3ª dose aos 6 meses de idade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as crianças sejam vacinadas contra a hepatite B.

Vacina Hexavalente DTPaHibVIPVHB

  • Quando tomar: aos 2 e 4 meses;
  • Porque tomar: para prevenir doenças como o tétano, a difteria, tosse convulsa ou poliomielite;
  • Precauções: quem manifestou reação alérgica a uma vacina e quem tem febre no momento deve adiar a vacinação;
  • Efeitos secundários: febre ligeira, vermelhidão na zona da injeção, inchaço e rigidez na zona da injeção

A vacina hexavalente DTPaHibVIPVHB protege contra o tétano, a difteria, tosse convulsa (DTPa), doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b (Hib), poliomielite (VIP) e hepatite B (VHB).

O tétano é uma infeção aguda e grave que entra no organismo pelas feridas ou lesões da pele. Caracteriza-se por espasmos musculares, cãibras e convulsões.

A difteria corresponde a uma doença infeciosa que afeta sobretudo a garganta e as vias aéreas superiores, com lesões localizadas frequentemente nas amígdalas, laringe e nariz. Provoca febre ligeira, dor de garganta e falta de apetite. As complicações mais graves incluem obstrução da via aérea (pela formação de membrana na garganta), falência cardíaca e renal, paralisia dos músculos da deglutição (ato de engolir) e pneumonia.

A tosse convulsa, também denominada como tosse coqueluche ou pertússis, é uma doença infeciosa aguda, causada pela bactéria Bordetella pertussis, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios).

O vírus da poliomielite é extremamente contagioso e atinge principalmente as crianças mais pequenas. Este invade o sistema nervoso e pode causar paralisia total numa questão de horas. A poliomielite provoca febre, fadiga, dor de cabeça, vómitos, rigidez no pescoço e dor nos membros.

A Haemophilus influenzae é uma bactéria que pode causar infeção no trato respiratório e, a partir daí, afetar outros órgãos. A bactéria pode causar infeções do ouvido médio, sinusite e problemas mais sérios, incluindo meningite e epiglotite, bem como infeções respiratórias.

Estas doenças podem ser prevenidas com a Vacina Hexavalente que segue um esquema de várias doses. Aos 2 meses de idade:

  • 1.ª dose contra a difteria, tétano e tosse convulsa (DTPa)
  • 1.ª dose contra a doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b (Hib)
  • 1.ª dose contra a poliomielite (VIP)
  • 2.ª dose da vacina contra a hepatite B (VHB)

Depois, aos 6 meses de idade, deve ser tomada a 3.ª dose.

Vacina da Meningite B

  • Quando tomar: aos 2, 4 e 12 meses;
  • Porque tomar: para prevenir contra a meningite, infeção do cérebro e da medula espinhal com uma taxa de mortalidade elevada;
  • Precauções: crianças que sofram de alergias graves devem ser consultadas por um médico;
  • Efeitos secundários: dor, vermelhidão ou inchaço no local de aplicação, cansaço ou fadiga, dores de cabeça, dores nos músculos ou nas articulações, febre ou calafrios, enjoo ou diarreia.

A doença meningocócica é uma comorbilidade grave provocada pela bactéria Neisseria meningitidis. Pode levar à meningite, uma infeção no cérebro e da medula espinhal, bem como a outras infeções do sangue.

Mesmo quando tratada, a doença meningocócica mata entre 10 e 15 pessoas em 100 infetadas. E, entre as que sobrevivem, cerca 10 a 20 em cada 100 sofrem incapacidades como perda de audição, danos cerebrais ou renais, amputações, problemas no sistema nervoso ou cicatrizes graves provenientes de enxertos de pele.

A doença meningocócica pode ocorrer sem advertência, mesmo entre pessoas sãs. É transmitida de pessoa para pessoa por contato próximo (tossir ou beijar) ou durante contato prolongado, principalmente entre quem vive na mesma casa.

Em 2015, foi introduzida uma nova vacina que protege contra a meningite causada pelo Meningococcus tipo B. À semelhança da vacina pneumocócica – que protege contra 13 tipos da bactéria – também esta vacina protege contra os tipos de bactérias mais frequentes e não contra todos.

Este é o esquema vacinal recomendado:

  • Aos 2 meses de idade, é administrada a 1.ª dose;
  • Aos 4 meses de idade, a 2.ª dose;
  • Aos 12 meses de idade, a 3.ª dose.

Vacina pneumocócica

  • Quando tomar: aos 2, 4 e 12 meses;
  • Porque tomar: para prevenir o aparecimento de infeções pneumocócicas que em casos graves podem gerar meningites, pneumonia ou sinusites;
  • Precauções: quem manifestou reação alérgica a uma vacina e quem tem febre no momento deve adiar a vacinação. Não é recomendada durante a gravidez;
  • Efeitos secundários: febre ligeira, vermelhidão na zona da injeção, inchaço e rigidez na zona da injeção.

As bactérias Streptococcus pneumoniae (pneumococo) são dispersas no ar quando as pessoas infetadas tossem ou espirram. Geralmente, causam febre e uma sensação geral de mal-estar, e podem desenvolver outros sintomas dependendo da parte do corpo afetada. Em casos graves, podem levar a infeções e causar pneumonias, meningites, sinusites e infeções do ouvido médio. Os portadores mais frequentes da bactéria pneumocócica são as crianças pequenas.

Existem mais de noventa tipos de pneumococos, mas as infeções mais sérias são causadas por um número limitado de bactérias. Para as prevenir, a vacina contra o pneumococo – também conhecida por vacina da pneumonia – é essencial para proteger o organismo.

A vacina é administrada segundo um esquema de 3 doses:

  • Primovacinação – 2 doses, aos 2 e 4 meses de idade;
  • Reforço único – aos 12 meses de idade.

A eficácia desta vacina depende da administração de todas as doses recomendadas.

Vacina contra o sarampo, papeira e rubéola (VASPR)

Esta vacina combinada contém os vírus atenuados do sarampo, da parotidite epidémica (papeira) e da rubéola.

Essas infeções podem causar problemas sérios de saúde:

  • O sarampo causa erupção cutânea, febre e tosse. Afeta principalmente crianças e pode causar danos cerebrais, pneumonias e, por vezes, levar à morte;
  • A papeira causa inchaço das glândulas salivares e dor. Pode ainda afetar os testículos, o cérebro e o pâncreas, especialmente em adultos;
  • A rubéola causa corrimento nasal e vermelhidão da pele, especialmente do rosto. Em adultos, pode causar dor nas articulações. As mulheres grávidas que contraem rubéola podem abortar naturalmente, ou afetar o desenvolvimento do feto.

A vacina contra sarampo, papeira e rubéola (VASPR) é uma vacina combinada que ajuda a proteger contra estes três tipos de infeções virais graves. Esta vacina estimula o sistema imune do bebé, induzindo a formação de anticorpos. Assim, se for exposta ao vírus, a criança já tem os anticorpos que vão impedir a proliferação dos vírus, deixando-a protegida.

A 1ª dose da vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola (VASPR) é recomendada aos 12 meses.

Os principais momentos da vacinação infantil no 1º ano de vida

Resumindo, este é o esquema de doses de vacinação infantil para o primeiro ano de vida:

À nascença:

  • 1.ª dose da vacina contra a hepatite B (VHB)

Aos 2 meses de idade:

  • Vacina hexavalente DTPHibVIPVHB;
  • 1.ª dose contra a difteria, tétano e tosse convulsa (DTPa);
  • 1.ª dose contra a doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b (Hib);
  • 1.ª dose contra a poliomielite (VIP);
  • 2.ª dose da vacina contra a hepatite B (VHB);
  • 1.ª dose da vacina conjugada contra infeções por Streptococcus pneumoniae de 13 serotipos (Pn13);
  • 1.ª dose da vacina meningocócica B (MEN B).

Aos 4 meses de idade:

  • 2.ª dose de DTPa, Hib e VIP (vacina pentavalente DTPaHibVIP);
  • 2.ª dose de Pn13;
  • 2.ª dose da vacina meningocócica B (MEN B).

Aos 6 meses de idade:

  • 3.ª dose de DTPa, Hib, VIP e VHB (vacina hexavalente DTPaHibVIPVHB).

Aos 12 meses de idade:

  • 3.ª dose da Pn13
  • Vacina contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis C – MenC (dose única);
  • 1.ª dose da vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola (VASPR);
  • 3.ª dose da vacina meningocócica B (MEN B).

Conhecer as vacinas, as doenças que previnem, as possíveis reações adversas, precauções e contraindicações é recomendado, mas, em caso de dúvida, entra em contacto com o seu médico.

Para saberes mais consulta a nossa seringa interativa com o Programa Nacional de Vacinação aqui.

O conteúdo aqui apresentado é da exclusiva autoria e responsabilidade do seu autor, não tendo a MSD qualquer controlo sobre o mesmo.

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