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Teresa Melo
Escrito por:

Teresa Melo Professora de Hatha Yoga

Yoga e Maternidade | Razões para praticar e quando começar

Antes de abordar este tópico é essencial sublinhar que o Yoga surgiu para todos sem excepção, independentemente da idade, género, nacionalidade, identidade e condições especiais. O Yoga ensina a quem o pratica com regularidade como encontrar as suas potencialidades, revelando-as e elevando-as a um estado mais profundo de autoconhecimento. Por esse motivo, o Yoga é universal.

Quando reflectimos sobre o Yoga como suporte da maternidade, percebe-se que o que trata aqui é simplesmente o voltar a colaborar com a Natureza, compreendendo-a. Sabendo que a saúde física e mental não é um fim, mas um meio, esta aproximação holística da gravidez e pós-parto contém em si uma fonte de conhecimento infinito que acarinha e prepara a mãe – e também o pai – para este novo ciclo que tem tanto de encantador como de desafiante.

A introdução de yogasanas (posturas) e de pranayama (técnicas de respiração) são dois dos elementos principais do Yoga muito poderosos e que apoiam a mãe durante todo o ciclo. Por um lado, os asanas tonificam os músculos, revitalizam os diferentes sistemas fisiológicos, diminuem o cansaço e sintonizam o corpo com a mente. Por sua vez, o pranayama optimiza a capacidade da respiração, elimina o stress, reduz os níveis de ansiedade e assegura o fornecimento eficaz de oxigénio no sangue. As glândulas endócrinas são estimuladas, melhorando o seu funcionamento para manter todo o organismo em equilíbrio. Os diferentes estados físicos e emocionais harmonizam-se.

Antes de começares a tua prática, é importante conheceres alguns princípios:

  • A escolha do lugar de prática é indispensável. Encontra o teu próprio espaço, de preferência calmo e em silêncio.
  • Mantém a observação constante sobre a qualidade da respiração. É um excelente indicador do teu estado interior e revela se estás a exercer demasiada força ou a criar tensão desnecessária. A respiração deve ser suave, tranquila, cadenciada e sem interrupções. As técnicas respiratórias devem acompanhar-te regularmente, antes, durante e depois do parto.
  • Existem muitas posturas que ajudam a manter a elasticidade e o fortalecimento dos músculos. Contudo, deves evitar os asanas que incidem mais pressão no abdómen e na zona pélvica, incluindo os movimentos de torção. Lembra-te: é a postura que se adapta a ti e não o contrário. A utilização de acessórios como blocos, cintos, mantas e bolsters deve fazer parte da tua prática.
  • No Yoga queremos criar espaço. Como tal, ao saíres de uma postura, esse espaço deve ser preservado. Não colapses. Antes, mantém a extensão e expansão que alcançaste assim como a receptividade da mente.
  • Evita fazer movimentos bruscos, rápidos e à pressa. Pratica lenta e pausadamente e permanece em cada postura com foco, conforto e compreensão.
Quando começar a fazer Yoga na gravidez?

É indispensável recordar que o Yoga durante a maternidade tem por objectivo cuidar da tua saúde e do teu bebé. Assim, aconselha-se iniciar a prática de Yoga no segundo trimestre de gestação.

Em caso de gravidez de risco, o acompanhamento por um professor certificado e experiente é essencial.