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Ana Barbosa Rodrigues
Escrito por:

Ana Barbosa Rodrigues Mestre em Medicina - Interna da Formação Específica de Pediatria

MSD Portugal
Com o apoio de:

MSD INVENTING FOR LIFE

O que é o Rotavírus em bebé?

O que é o Rotavírus?

O Rotavírus é uma causa comum de diarreia aguda na criança com menos de 5 anos, sendo mais frequente entre os 6 e os 24 meses de idade. 

Como se manifesta a infeção por Rotavírus?

A Gastroenterite aguda (GEA) por Rotavírus ocorre, maioritariamente, no Inverno e na Primavera.

Manifesta-se através de sintomas como: dor de barriga, diarreia e vómitos, ligeiros a graves, podendo vir a associar-se a febre, que pode ser alta. Há também uma sensação de mal-estar, com possibilidade de ocorrência de tosse e ranho. 

As crianças com gastroenterite por Rotavírus tinham probabilidade significativamente superior (p < 0,001) de ter febre, vómitos, perda de peso, desidratação e necessidade de internamento comparativamente aos casos negativos por Rotavírus.1

Resolve, espontaneamente, entre 3 e 8 dias, mas os sintomas podem manter-se durante 2 a 3 semanas mesmo em crianças saudáveis. 

As crianças podem ter mais do que uma infeção por Rotavírus, com subtipos diferentes do vírus, mas geralmente a doença é de menor gravidade, com sintomas leves ou podendo mesmo ser assintomática.

Como se transmite o Rotavírus?

A transmissão ocorre maioritariamente por via fecal-oral, sendo o vírus libertado pelas fezes de uma criança ou adulto infetado. O rotavírus entra no organismo, através do contato com água, utensílios, brinquedos e alimentos contaminados. Assim, uma boa higiene das mãos e dos alimentos é a forma mais eficaz de ajudar a prevenir a ocorrência de infeções pelo rotavírus. 

A transmissão intrafamiliar e nas creches é comum, por se transmitir muito facilmente entre crianças. 

O período de incubação é de 1 a 2 dias.

Como se trata a infeção por Rotavírus?

O tratamento é de suporte e consiste em manter a criança hidratada e confortável. Devem ser oferecidos mais líquidos à criança, podendo esta comer o que quiser, quando quiser, sem insistir em demasia. Em casos de febre, e se a criança estiver desconfortável, pode ser administrado paracetamol. 

Quais são as complicações da gastroenterite por Rotavírus?

As complicações mais frequentes, com necessidade de hospitalização, ocorrem nas crianças com idades entre os 0 e os 36 meses2, idades estas em que a criança está particularmente mais vulnerável à desidratação.

Nos países desenvolvidos, a maior parte dos casos de GEA por Rotavírus não necessita de hospitalização, mas o impacto desta patologia na saúde pública é muito significativo. Os sintomas impedem algumas crianças de ir à escola e os adultos de comparecerem no trabalho.

Importante acrescentar que o Rotavírus é responsável por até 17 hospitalizações/hora na Europa.3

Nos casos mais graves, com diarreia abundante e/ou vómitos constantes, as crianças podem perder líquidos muito rapidamente e desidratar. Se a criança estiver muito sonolenta, não quiser brincar, recusar qualquer tipo de líquidos, tiver a língua seca, diminuir a quantidade de urina ou choro sem lágrima, deve ser observada no serviço de urgência. 

Qual a vacina existente no mercado contra o Rotavírus? 

Existem duas vacinas contra o rotavírus que foram estudadas e evidenciam um bom perfil de eficácia e segurança. 

Uma é monovalente, ou seja, cobre um tipo de vírus. Outra é pentavalente, cobre cinco tipos de vírus.

Ambas são vacinas vivas, o que significa que contém o vírus enfraquecido, para que o sistema imunitário do bebé produza anticorpos contra os tipos mais comuns de rotavírus.

Como é feita a administração da vacina contra o Rotavírus? 

A administração das duas vacinas é feita por via oral e pode ser feita independentemente do consumo de leite materno. No caso de o bebé cuspir, ou vomitar, a maior parte da dose da vacina, poderá ser administrada uma outra dose de substituição.

A pentavalente consiste em 3 doses. A primeira dose pode ser administrada a partir das 6 semanas de vida (antes disso os bebés amamentados estão protegidos pelos anticorpos da mãe) e nunca depois das 12 semanas. Deve existir um intervalo mínimo de 4 semanas entre cada dose, e a 3ª dose deve ser feita até às 32 semanas de vida. Preço por dose: cerca de 51,18€.

A monovalente consiste em 2 doses. A primeira dose pode ser administrada a partir das 6 semanas de vida e, preferencialmente, antes das 16 semanas. Deve existir um intervalo mínimo de 4 semanas entre cada dose, e a 2ª dose deve ser feita até às 24 semanas de vida. Preço por dose: cerca de 57,02€

Qualquer uma destas vacinas pode ser administradas ao mesmo tempo do que as outras vacinas do Plano Nacional de Vacinação. 

A administração da vacina deve ser adiada em crianças com diarreia aguda, vómitos ou doença febril grave.

As vacinas do Rotavírus dão febre?

Sim, pode acontecer febre após a administração da vacina, embora não seja muito comum. Também pode provocar diarreia e dor de barriga, o que leva a alguma irritabilidade, assim como sintomas de constipação, com ranho.

Quais os cuidados a ter, após administrar a vacina contra o Rotavírus?

Há evidência de eliminação do vírus nas fezes, após a administração das duas vacinas. O pico de eliminação viral ocorre, geralmente, cerca de 7 dias após a primeira dose. A transmissão do vírus da vacina a indivíduos saudáveis não originou sintomas ou foram muito ligeiros.

A amamentação não altera a eficácia da vacina, e não deve ser interrompida.

Quais os benefícios da vacina contra o Rotavírus?

Nos primeiros dois anos de vida, previnem mais de 80% dos casos graves de GEA por Rotavírus em países desenvolvidos. A evidência da eficácia das vacinas comercializadas apenas existe para o esquema completo, podendo esquemas incompletos resultar em redução da eficácia da vacina. 

Alguns estudos sugerem uma menor taxa de convulsões febris e não febris em crianças vacinadas contra o rotavírus.  

Quais os riscos da vacina contra o Rotavírus?

As vacinas contra o rotavírus apresentam um risco aumentado de invaginação intestinal, principalmente durante o período de 7 dias após a vacinação. No entanto, se a primeira dose for administrada antes das 12 semanas de idade, o risco de invaginação é reduzido.

Não se verificou um aumento da incidência de outros vírus.

O rotavírus é a causa mais frequente de diarreia aguda e vómitos em bebés e crianças pequenas. Mas agora já sabes, há forma de evitar que o teu bebé passe por isto!

1 – Rodrigues, F., Lopes, A. I., Iturriza-Gomara, M., Nawaz, S., Cruz, A., Antunes, H., … & Silveira, L. (2015). Acute Rotavirus Gastroenteritis in Portugal: A Multicentre Study. Acta Pediatr Port46, 219-25.

2 – Ianiro, G., Micolano, R., Di Bartolo, I., Scavia, G., Monini, M., & RotaNet-Italy Study Group. (2019). Group A rotavirus surveillance before vaccine introduction in Italy, September 2014 to August 2017. Eurosurveillance24(15), 1800418.

3 – European Centre for Disease Prevention and Control. (2017). Expert opinion on rotavirus vaccination in infancy.

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