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Íris Seixas
Escrito por:

Iris Seixas Psicopedagoga, Colaboradora do Banco do bebé

Medo ou ansiedade no regresso à escola?

O regresso à escola costuma ser marcado por alguns momentos de ansiedade, quer por parte dos pais, quer por parte das crianças. Este ano em particular, com os receios pela ameaça do Covid, o medo e a ansiedade são ainda maiores.

Antes de mais importa perceber que a ansiedade está relacionada com o medo sendo que os medos vão-se alterando à medida que a criança cresce. Num bebé os medos estão relacionados com barulhos e estímulos fortes, ou com pessoas que lhe são estranhas. Já na idade pré-escolar os medos prendem-se com a separação dos principais cuidadores mas também em relação a coisas muito objectivas como alguns animais, monstros, ou o habitual medo do escuro. As crianças mais crescidas, no início da idade escolar, têm receios relacionados com o que conhecem à sua volta como doenças e outras situações de vida, raptos, catástrofes, coisas que estão muitas vezes relacionadas com o que ouvem e veem acontecer à sua volta.

O que difere o medo da ansiedade é a forma como isso condiciona a sua vida e também a da família. Enquanto o medo tem um factor protector e de sobrevivência, permitindo avaliar o perigo, tomar decisões e gradualmente aprender a enfrentar o medo, a ansiedade conjuga a activação de mecanismos fisiológicos do sistema nervoso central, mas também aspectos de ordem emocional, cognitiva e comportamental que levam a situações de grande sofrimento e muitas vezes mais difíceis de enfrentar. Por outro lado, enquanto o medo está relacionado com um perigo real e momentâneo, a ansiedade surge na antecipação do que pode acontecer.

Colocando estas ideias num contexto escolar é importante identificar aquilo que possivelmente são sinais exagerados e/ou patológicos de receio em frequentar a creche/escola e perceber qual o motivo e o momento da recusa para podermos actuar.

Nas crianças mais novas por norma o receio está relacionado com a ansiedade de separação das pessoas que lhe são familiares, enquanto nas mais velhas pode estar relacionado com o desempenho escolar ou social. Existe também a possibilidade de existir alguma fobia face a uma situação específica: receio de passar em algum sítio, receio de ver alguém, ou nos tempos actuais, o receio do vírus e de ficar doente.

Por outro lado, é importante identificar o momento e/ou gravidade da reação, relacionando com a idade:

  • A criança tem medo apenas quando chega à porta da escola?
  • A criança começa a demonstrar sinais marcados de ansiedade ainda em casa ao pensar que no dia seguinte vai para a escola?
  • Qual a intensidade da reação em cada uma das situações? Quais os sintomas?

Assim, alguns dos sinais que indicam perturbação de ansiedade são:

  • Medo exagerado face ao acontecimento;
  • Interferência significativa no bem-estar e nas rotinas da criança e família;
  • Regressão no comportamento e desenvolvimento sem motivo aparente;
  • Condicionamento na autonomia da criança;
  • Aumento da intensidade dos sintomas;
  • Medo intenso e desadequado face à idade em que seria normal acontecer;
  • Mudança de humor frequente;
  • Mudança de rotinas de forma inexplicável e repentina;
  • Sintomas físicos e fisiológicos persistentes;
  • Evitamento sistemático da situação;
  • Procura constante de tranquilização;

Um outro aspecto pertinente face à perturbação de ansiedade perante o início e/ou regresso à escola é a postura dos pais enquanto forma deles próprios lidarem com esta mudança. As crianças assimilam muito daquilo que se passa no contexto à sua volta e se os pais (ou um deles) evidencia e exterioriza os seus próprios receios e ansiedades de forma muito perceptível, é muito frequente a criança os assumir como seus.

Assim, os próprios pais devem questionar-se:

  • Como se sente enquanto mãe/pai perante a entrada do filho na escola?
  • De que forma reage a esta situação? Estarão a passar a ansiedade ao filho?

No que diz respeito ao tema da ansiedade durante o percurso escolar, seja qual for o motivo, é muito importante estar atento aos sinais de alerta e pedir apoio de profissionais especializados em saúde infantil quando sentimos que não conseguimos tranquilizar a criança.

Se os pais também se sentirem muito ansiosos devem igualmente procurar ajuda especializada.

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