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Ana Barbosa Rodrigues
Escrito por:

Ana Barbosa Rodrigues Mestre em Medicina - Interna da Formação Específica de Pediatria

MSD Portugal
Com o apoio de:

MSD INVENTING FOR LIFE

Varicela: sintomas, tratamento e prevenção

A Varicela é uma doença que preocupa muito as mamãs e papás, mas sendo bem compreendida e tratada, não passará apenas de uma preocupação facilmente tratável.

A Varicela é uma doença provocada por um vírus que provoca o aparecimento de lesões avermelhadas na pele. Pode ser facilmente confundida com o sarampo, porém, é a comichão nas lesões que as distingue: a varicela provoca comichão, o sarampo não! A varicela também é mais comum durante a infância entre o final da Primavera e o início do Verão.

É uma doença benigna, mas altamente contagiosa, podendo estar associada a infeções bacterianas (pneumonia, fasceíte, encefalite) em situações de imunodeficiência e, raramente, em crianças previamente saudáveis. Os adolescentes e os adultos são mais suscetíveis a complicações graves e na grávida existe um maior risco de pneumonite.

O que é a Varicela?

A varicela é uma doença provocada pelo vírus varicela-zóster, do grupo Herpesvírus. É benigna e altamente contagiosa, muito comum na infância, podendo também surgir com maior gravidade em adultos. É caracterizada por bolhas que podem surgir em qualquer zona da pele e que provocam comichão intensa.

Devido às lesões, provocadas pela coceira, poderá coexistir uma sobre infeção bacteriana da pele, pelo que deve evitar-se ao máximo coçá-las. Podem também surgir outro tipo de sobre infeções bacterianas, tal como encefalite, fasceíte, choque tóxico ou pneumonia, especialmente em indivíduos com imunodeficiência.

Se a doença ocorrer durante a gravidez existe um risco acrescido de pneumonite e no feto poderá surgir a varicela congénita. Caso a varicela materna se manifeste 5 dias antes, ou 2 dias após o parto, pode ocorrer varicela grave no recém-nascido.

Uma das curiosidades deste vírus é que, após a manifestação da varicela desaparecer, ele fica latente no organismo e pode reactivar muitos anos mais tarde, estando na origem de outra doença conhecida por Zona (ou Herpes Zoster), sendo que esta última aparece sobretudo em adultos a partir dos 50 anos.

Quais os sintomas da infeção pelo vírus da Varicela?

Os primeiros sintomas da infeção pelo vírus varicela-zóster surgem cerca de 14 dias após o contacto com alguém que possua a doença ativa. Porém, as crianças mais pequenas poderão não apresentar nenhum destes sintomas iniciais. Geralmente são os seguintes:

  • febre ligeira (por vezes grave no adulto);
  • dor de cabeça;
  • mal-estar;
  • falta de apetite.

Nas primeiras 24-36 horas, após os sintomas iniciais, surgem as lesões da pele geralmente com comichão associada, pela seguinte ordem:

  • pequenas manchas planas vermelhas (máculas);
  • manchas vermelhas com relevo (pápulas);
  • bolhas arredondadas com conteúdo líquido (vesículas);
  • crostas (ao 6º dia).

Estas lesões da pele iniciam-se no tronco, passando para o couro cabeludo, as axilas, a boca, a face, o trato respiratório ou para outras áreas suscetíveis a irritação cutânea, como as zonas expostas diretamente ao sol ou à zona da fralda. A maioria das lesões da pele desaparecem ao fim de 20 dias.

A Varicela é contagiosa? Como se transmite?

A varicela é altamente contagiosa e transmite-se de pessoa para pessoa, por contacto direto com as borbulhas ou com objetos contaminados; e por gotículas de saliva, existentes no ar, que são libertadas quando uma pessoa com varicela espirra, tosse ou fala.

As pessoas com varicela podem transmitir a doença, cerca de 1 a 2 dias antes de surgirem as lesões na pele e até 6 dias depois.

Qual o tratamento para a infeção pelo vírus da Varicela?

Nos casos ligeiros, que representam a maioria, é apenas necessário o tratamento dos sintomas, tais como a comichão e a febre.

Para a comichão podem ser utilizadas compressas húmidas sobre a pele ou loções calmantes com calamina. Em alguns casos mais graves, podem ser recomendados os anti-histamínicos.


Para evitar a propagação da infeção, a formação de cicatrizes e a sobre infeção bacteriana, deve ser evitado o comportamento de coçar as lesões e manter as unhas cortadas e limpas com água e sabão, de preferência líquido, para evitar ferir a pele. Se surgir febre ou dores e cabeça, pode ser administrado paracetamol, nas doses determinadas pelo médico.
Nos casos em que os sintomas não cedem à medicação, ou se apresentam de formas mais graves, pode ser recomendado um fármaco antiviral ou a administração de anticorpos contra o vírus da varicela.

É importante saber que a aspirina e os anti-inflamatórios não devem ser usados pois associam-se ao aparecimento de duas doenças graves – a síndrome de Reye e a fasceíte necrosante, respetivamente.

Podem surgir complicações após a Varicela?

Na maioria dos casos em que a doença aparece em crianças, não surgem quaisquer complicações. No entanto, a varicela pode associar-se a complicações graves em pessoas suscetíveis, tais como, crianças muito novas e pessoas com imunodepressão (por exemplo, pessoas transplantadas, com SIDA ou sob quimioterapia).

Quando surgem, as principais complicações são infeções da pele ou infeções disseminadas por outras partes do corpo, pneumonia, encefalite ou hemorragias.

Existe vacina contra a Varicela? É segura e eficaz?

A vacina contra a Varicela existe, todavia não está inserida no Programa Nacional de Vacinação (PNV), embora esteja autorizada pelo Infarmed e disponível para prescrição médica.

A maior parte dos médicos não recomenda esta vacina por rotina, pois estima-se que mais de 95% da população tenha esta doença na infância e na grande maioria dos casos é uma doença benigna e auto-limitada no tempo. A varicela só se manifesta 1 vez na vida, ou seja, não se pode ter várias vezes varicela.

A vacinação contra a varicela é especialmente importante em alguns casos específicos, tais como:

  • mulheres não imunes antes da gravidez (devido aos perigos da varicela congénita);
  • adolescentes que não tiveram varicela durante a infância;
  • pais de crianças muito jovens, que nunca tiveram varicela e podem assim ficar infetados caso os seus filhos tenham a doença;
  • adultos ou crianças que contactam, habitualmente, com doentes imunodeprimidos;
  • indivíduos não imunes em ocupações de alto risco (trabalhadores de creches e infantários, professores, profissionais de saúde).

A maior parte dos adultos não se recorda se teve ou não varicela na infância, por isso, vale a pena perguntar aos seus pais ou a quem os acompanhou nessa fase da vida, para não correr risco de contrair esta doença na idade adulta, onde as complicações são mais frequentes.

Uma vez que a vacina não está atualmente no PNV e tem de ser adquirida na farmácia com prescrição médica, a decisão última de recomendar a vacina contra a varicela é do médico assistente.

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