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Ana Barbosa Rodrigues
Escrito por:

Ana Barbosa Rodrigues Mestre em Medicina - Interna da Formação Específica de Pediatria

MSD Portugal
Com o apoio de:

MSD INVENTING FOR LIFE

Hepatite A: sintomas, tratamento e prevenção

A preocupação com o vírus da hepatite A é algo que sempre ouvimos dos nossos pais e avós. No entanto, cada vez temos mais informações e formas de prevenir que os nossos bebés apanhem este “temido” vírus.

Os agentes virais mais frequentes na hepatite da grávida são o vírus da hepatite A, do género Hepatovírus, sendo que se estima que cerca de 90% das infeções acontece em adultos jovens. No entanto, a taxa de mortalidade associada à hepatite A é mínima, cerca de 0,2%. Esta forma de hepatite não é algo que se possa tornar crónico, e a principal via de transmissão é feita pela ingestão de água contaminada, ingestão de mariscos crus ou malcozidos e, mais frequentemente, pelo contacto entre pessoas (sendo o risco de transmissão da mãe para o filho considerado insignificante).

O que é a Hepatite A?

A hepatite A é uma infeção aguda do fígado, causada por um vírus de ARN (molécula que intervém em várias funções biológicas importantes como a codificação genética), membro do género Hepatovírus, sendo que o homem é o único hospedeiro natural conhecido.

Quais são os sintomas de uma infeção pelo vírus da Hepatite A?

A história natural da doença, provocada pelo vírus da Hepatite A, não é inteiramente conhecida à luz da ciência atual. Pode apresentar-se de forma assintomática ou provocar um quadro de sintomas repentinos, nomeadamente: febre, mal-estar, olhos/pele com coloração amarela (icterícia), fezes esbranquiçadas, perda de peso, náuseas, vómitos e dor abdominal.

O pico de infetividade dá-se duas semanas antes dos sintomas e existe um período de incubação é de 28-30 dias, variando de 15 a 50 dias.

A gravidade dos sintomas depende essencialmente da idade do doente, sendo que, em crianças com idade inferior a 6 anos, a infeção só tem sintomas em 30% dos casos, já nas crianças mais velhas e nos adultos a infeção provoca habitualmente sintomas (em mais de 70% dos casos).

Qual é a via de transmissão da Hepatite A?

O principal modo de transmissão acontece por contacto entre as fezes e a boca. Seja através da ingestão de alimentos (tais como marisco, fruta, sumos) ou água contaminados, que é frequente em viagens para zonas endémicas (onde o vírus é mais frequente); ou por contacto sexual com pessoas infetadas quando acontece contacto entre a zona anal e a boca.

Atualmente, em países onde a doença não está presente, possui maior incidência na população de homens que têm relações sexuais com indivíduos do mesmo género, quando um dos parceiros está infetado, através do sexo anal (com ou sem preservativo) e sexo oro-anal.

A probabilidade de transmissão da Hepatite A da mãe para o filho, seja durante a gravidez, parto ou amamentação, é considerada insignificante.

Existe tratamento para a infeção pelo vírus da Hepatite A?

Quando administrada até 2 semanas após a exposição A vacinação contra a Hepatite A é eficaz na prevenção da infeção em mais de 85% dos casos.

Para além da opção de vacinação pós-exposição, não existe tratamento específico para a Hepatite A, a não ser algumas medidas de alívio sintomático, tais como: repouso, hidratação, dieta e evitar agentes hepatotóxicos (consultar sempre a bula de medicamentos), bem como chás de “ervas chinesas” e Viscum album, por exemplo. Em casos mais graves pode ser necessário o internamento hospitalar, de forma que haja uma monitorização médica contínua.

Caso a mãe esteja infetada com o vírus da Hepatite A, deve ser realizada uma avaliação do bem-estar da mãe e do feto antes do parto, pois o risco de parto pré-termo existe.

Existe risco de transmitir a Hepatite A ao meu bebé enquanto estou grávida ou no parto?

Durante a gravidez a infeção pelo vírus da Hepatite A não causa complicações maiores. No entanto, existe um estudo que associa a contração uterina precoce, a rutura de membranas e o parto prematuro, principalmente se a grávida estiver no segundo ou terceiro semestre da gravidez.

A transmissão dos vírus da Hepatite A da mãe para o feto acontece raramente, contudo, se a grávida estiver infetada no momento do parto, o recém-nascido deve receber imunoglobulina e/ou vacina inativada.

A amamentação não é contraindicada caso a mãe esteja infetada com Hepatite A.

Quais as medidas de prevenção que posso adotar para evitar a infeção pelo vírus da Hepatite A?

Sendo a principal via de transmissão, a fecal-oral, deve-se evitar comportamentos sexuais de risco em que possa existir o contacto direto ou indireto de fezes com a boca.

Caso viaje para destinos como América Latina, África ou Ásia, sugerem-se as seguintes medidas preventivas:

  • Marcar uma consulta do viajante para saber quais as vacinas que deve fazer antes de embarcar.
  • Alimentos:
  • lavar bem as mãos antes e depois de manusear alimentos e utensílios de cozinha;
  • evitar consumir alimentos crus (ex. mariscos e saladas);
  • lavar bem e descascar a fruta, antes de a comer, e evitar fruta cujo exterior não esteja intacto;
  • evitar alimentos adquiridos a vendedores ambulantes;
  • escolher locais com boas condições de higiene e em que os produtos não são facilmente alteráveis pelo calor (ex. bolos, molhos);
  • separar os alimentos crus dos cozinhados;
  • cozinhar muito bem a comida;
  • usar água tratada/engarrafada para lavar e confecionar alimentos.
  • Água e outras bebidas:
  • beber água engarrafada (verificar se o selo está intacto);
  • utilizar água engarrafada ou fervida para fazer sumos, gelo e para escovar os dentes;
  • as bebidas engarrafadas ou empacotadas, se seladas, e as bebidas quentes (chá e café) são seguras;
  • consumir apenas produtos lácteos pasteurizados.

Para mais informações acerca das medidas de proteção a tomar em contexto de viagem, consulte a área dedicada às viagens.

A vacina para a Hepatite A é eficaz e segura? Quando e onde posso tomar a vacina?

A vacina contra a Hepatite A é eficaz na prevenção da infeção, mesmo após contacto com o vírus, quando administrada até 2 semanas após a exposição. Sendo que deve ser tomada em duas doses (com um intervalo de 6 a 12 meses entre a 1ª e a 2ª dose).

No entanto, a melhor altura para fazer a vacina é antes de ter contacto com o vírus. Em Portugal, na grande maior parte dos casos vai necessitar de receita médica e de adquirir a vacina na farmácia. Existe uma dosagem pediátrica e uma dosagem diferente para adultos.

O Programa Nacional de Vacinação (PNV) contempla a vacinação das mulheres durante a gravidez contra várias doenças, mas não especificamente para a Hepatite A, sendo que os únicos que beneficiam da vacinação gratuitamente são os indivíduos candidatos a transplante hepático; e/ou crianças sob terapêutica com fatores de coagulação derivados do plasma. A vacina pode ainda ser pontualmente gratuita nos casos em que existe um risco efetivo de contacto com pessoas com Hepatite A (por exemplo coabitantes ou parceiros sexuais), ou no caso de um surto identificado.

A vacina contra a Hepatite A pode ser usada na gravidez, no caso de existir um elevado risco de exposição ao vírus, como por exemplo, na necessidade de fazer uma viagem para zonas onde a Hepatite A é uma doença endémica (comum nesse local), ou para mulheres grávidas com histórico de doença hepática crónica.

A Direção Geral da Saúde  e a Sociedade Portuguesa de Pediatria identificam grupos de risco elevado aos quais recomendam a vacina contra a Hepatite A. No entanto, noutros países como os Estados Unidos da América, recomenda-se a vacinação também a todas as crianças dos 2 aos 18 anos . Em Portugal há médicos que recomendam a todas as crianças, outros que só recomendam a crianças que vão viajar ou pertencem a grupos de risco. A decisão de vacinação é individual e deve ser sempre discutida com um profissional de saúde.

Com exceção dos grupos identificados pela DGS, a vacina terá de ser adquirida na farmácia, sendo sempre necessária prescrição médica.

A vacina pode ser administrada nos centros de saúde ou nos centros de vacinação disponíveis nesta lista.

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